Ética e Etiqueta
Quando falamos de ética e etiqueta em relação ao paganismo a que nos referimos? Estamos a falar de regras desactualizadas e acções que já não tem significado e que apenas nos ocupam os lábios? Eu não acredito nisso. Ética e etiqueta são códigos de vida, vivos, que respiram, moldando as nossas acções em relação uns aos outros, e connosco próprios. Elas são uma força indicadora, na forma como vivemos as nossas vidas.
Olhemos primeiro para a ética.Etica é definida como - um conjunto de principios; filosofia moral; regras ou standards que governam a conduta de uma pessoa ou dos membros de uma profissão; dever humano; um sistema particular de principios e regras relativas a um dever, sejam verdadeiro ou falso; regras práticas referentes a uma class particular de acções humanas; motivações baseadas em ideias de certo e errado; o estudo filosófico de valores morais e regras.
Quando começamos a falar de ética, precisamos perceber que este pode ser um assunto melindroso. Afinal de contas somos humanos, and gostamos de pensar que as nossas éticas são as correctas. Enquanto há éticas comunitárias aceites de forma genérica, são as éticas pessoais que nos tornam aquilo que somos. E essas não são as mesmas para toda a gente.
Antes de começarmos a discutir em profundidade éticas comunitarias e pessoais olhemos para a Rede, o mais comum código de conduta entre os Wiccans.
Qualquer wiccan conhece a Rede. As nossas senhas para o sagrado circulo estão lá. A nossa maior regra de ética está lá. E a razão para quebrar esta ética, bem como as consequências por quebrá-la desnecessariamente. Quando retiramos a linha mais popular - Não prejudicando ninguém, faz o que quizeres - a começamos a dissecá-la, temos que nos perguntar "É esta uma ética que poderemos atingir?"
A Wicca, como a maioria dos paganismos, é uma religião e um caminho espiritual de responsabilidade pessoal. Escolhemos viver conscientemente. Quando fazemos isto, reconhecemos a nossa vontade livre, e a vontade livre dos outros. Se ignoramos a lição da nossa responsabilidade pessoal, falhamos na realização do nosso verdadeiro potencial espiritual e da nossa vontade espiritual.
Enquanto começamos o nosso caminho, devemos desenvolver um conjunto de éticas pessoais, enquanto mantemos o respeito pelas éticas da comunidade de que fazemos parte. As éticas comunitárias estão bem definidas.
Uma vez que a Wicca, e o paganismo, são caminhos muito abertos e que normalmente não procuram fazer ninguém seguir "O CAMINHO CORRECTO", a maioria das éticas comunitárias são referentes a prejudicar outros ou prejudicar a Arte.
Mas para começar um caminho espiritual, e segui-lo todos os dias da nossa vida, temos que criar o nosso próprio código de ética pessoal que defina a forma como vivemos. Ninguém nos pode dizer quais as nossas éticas pessoais devem ser. Os nossos professores, mentores, Sumo-sacerdotisas, Sumo-sacerdotes podem recomendar por palavras ou actos, éticas que funcionam para eles. Pode ser-nos dado um "Livro da Lei" por que se reja o nosso grupo ou tradição. Se formos solitários, podemos ler na Internet ou em livros, códigos de ética aceitáveis, ou ideais. Mas não podemos agarrar na ética de outra pessoa e torna-la a nossa. Temos que procurá-la na alma, e decidir como nos sentimos em relação ás coisas. Não estou a sugerir ignorar a Sumo-sacerdotisa ou o Sumo-sacerdote, ou professores e mentores. Estou a sugerir que devemos sempre temperar a sabedoria com experiência pessoal. Devemos chegar a um ponto em que desejamos perguntar o que nos é pedido, pra crescermos na nosso próprio ser. Através disto, o nosso próprio sentido de ética e moral chegará.
Agora cá vão as grandes. O que fazemos quando a nossa ética pessoal entra em conflito com a ética comunitária? Por exemplo - Tornou-se um fenómeno na comunidade pagã amar todas as coisas brancas e cheias de luz, e evitar as coisas escuras e cheias de sombras. Tornou-se inaceitável falar de emoções negativas como a fúria ou inveja. Tornou-se inaceitável odiar outra pessoa, desejar que um assassino seja condenado á morte, que um violador seja castrado por um bando de mulheres furiosas. alguns de nós ironicamente refere-se a isto como Wicca fofinha, sem ofensa a nada fofinho. Somos ensinados a amar incondicionalmente porque somos todos irmãos e irmãs, ligados uns aos outros e a todas as coisas vivas. Somos ensinados que se sentimos estas emoções talvez não sejamos assim tão espirituais, e especialmente não tanto como a Menina amor e luz cristalina. somos frequentemente olhados de cima a baixo se dizemos que "Estou tão chateada com o meu ex-marido que o podia esmagar". A resposta que eu própria já ouvi para expressões desse tipo é "Ai ai, ISSO não foi lá muito positivo". Bem, vejam lá se descobrem. NÃO FOI. Não estou a dizer que devemos ser indulgentes nessas emoções. Elas podem ser impeditivas de desenvolver uma identidade espiritual sonora porque são "negativas" no sentido que são emoções básicas que não vibram no plano espiritual. Mas também nos ensinam lições que nos podem levar a epifanias espirtuais.
A vida é um baçanço entre a luz e a escuridão. A natureza é simultâneamente marivilhosamente criativa e assutadoramente destrutiva. Dentro de um simples ser humano existe luz e sombra, e para estar totalmente balanceado temos que aprender a encara ambas, experimentar ambas e consequentemente aprender com ambas. Assim, voltemos á questão original. Que fazemos quando as éticas pessoas entram em conflito com as éticas comunitárias? Na minha opinião, enquanto o que estamos a fazer não entra em conflito directo com o bem da comunidade em geral, ou não manipula or prejudica propositadamente outra pessoa, as éticas pessoais devem vir primeiro. Não devemos fazer nada malicioso a outra pessoa. Quando fazemos isso, não apenas nos prejudicamos a nós próprios, mas também prejudicamos a outra pessoa. Quando fazemos isso não estamos apenas a prejudicar-nos a nós próprios, mas também á outra pessoa, E ao todo da comunidade. É muito importante que a nossa comunidade não seja manchada, e as razões são obvias. Mas para além disso, as éticas pessoais devem pervalecer.
As éticas mudam com o tempo? Pensas que as éticas dos nossos ascendentes de á 100, 200 ou mesmo 1000 anos atrás eram as mesmas que as nossas hoje? Eu acredito que éticas são um sistema dinâmico, sempre em mudança. Algumas ficam desactualizadas, e algumas devem permanecer sempre. Por exemplo, foi apenas no recente ressurgimento do Paganismo nos últimos cerca 50-60 anos que a crença "Não prejudicando ninguém, faz o que quizeres" apareceu. No passado uma bruxa que não podia amaldiçoar não podia curar. As sociedade nem sempre acreditaram que não devias prejudicar ninguém, ou que intreferir com a vida de alguém era mau. A idosa e sábia senhora da vila era procurada por qualquer razão de fertilidade ao amor á vingança. Foi apenas no nosso tempo, com o ressurgimento das crenças e com a discriminação que encaramos. que adoptamos algumas das éticas mais comuns que agora temos. NÃO estou a dizer que isto está errado, ou que devemos voltar atrás aos "Antigos Caminhos". Na sociedade em que hoje vivemos, com a informação que temos disponível para fins espirituais, não existe mais a necessidade de procurar a mulher idosa da vila para lhe pedir acesso a vingança sobre os nossos inimigos. Mas este é um exemplo perfeito de como a ética muda com o tempo. Houve tempo em que era ético homens idosos terem por parceiras jovens raparigas. Na nossa cultura já não o é. Assim, a ética muda, e nós também devemos mudar. A mudança é a única constante no Universo, e sem ela, iriamos estagnar e a nossa vida ficaria cheia de podridão e decadência. A mudança sopra nova vida para ajuda a recriar as nossas vidas, as nossas crenças e até as nossas éticas.
Outro código de conduta comum na comunidade pagã é "Faz o que quizeres deve ser o todo da Lei. Amor é Lei, amor sob vontade." Isto tem a sua origem em Aleister Crowley, so seu livro intitulado "O livro da Lei". Sabendo algumas coisas que sabemos acerca de Crowley, é quase humoristico pensar nele numa discussão de ética, excepto talvez para apontar o que nao fazer. Mas, esta é uma forma muito poderosa de desenvolver um conjunto de éticas pessoais.
No meu entender "Faz o que quizeres deve ser o todo da Lei. Amor é Lei, amor sob vontade" não significa que devemos fazer o que quizermos e mais nada. Isto fala da nossa VERDADEIRA vontade, o nosso VERDADEIRO propósito na vida. E se estivermos a seguir o verdadeiro ou mais alto desejo não entraremos em conflito com a vontade de outros, então não teremos que nos preocupar em pisar os calos dos outros. Assim, não temos uqe nos preocupar com prejuizos causados a outros, porque estamos em contacto com o divino e seguindo o nosso próprio caminho espiritual e vontade, que não prejudica ou entra em conflito com ninguém. Claro que ainda teremos conflitos com as pessoas. Uma forma de ver isto é como uma lição espiritual para nós ou para a outra pessoa. Mas se estamos a tentar controlar ou prejudicar o outro, esta não é a nossa verdadeira vontade. Isto é baseado na crença de que cada pessoa é um individuo, e enquanto tal deve ser verdadeiro para a própria natureza ou consciência. Devemos encontrar a nossa própria vontade verdadeira e fazer todas as nossas acções servas do grande propósito. Também isto nos leva a uma forma de viver consciente.
Se éticas são códigos de conduta pessoais e comunitários, então etiqueta é um código de conduta social. Etiqueta é definida como - as práticas e formas prescitas pela sociedade polida; código de conduta correcta; também decoro que denota conformidade com padrões de comportamento ou maneiras estabelecidos; as formas requeridas pela boa educação, ou prescritas pela autoridade, para serem observadas na vida social ou oficial; observancia das propriedades de nível ou ocasião; decoro convencional; codigo cerimonial da sociedade polida; regras governando o comportamento aceitável.
Tal como Emily Post e a sociedade polida, nós na comunidade pagã temos comportamentos que são esperados de nós em como interagimos com essa sociedade. Na minha opinião, a etiqueta é algo certamente em falta a alguns pagãos. Não são ditas algumas coisas em como interagimos uns com os outros. Isto pode ser porque não tivemos um professor, ou porque o nosso professor também não as sabia. Ou pode ser porque nós ou aqueles que nos disseram não se importavam muito, não era importante para eles. Mas eu acho que etiqueta é MUITO importante. Ela mantém-nos civilizados, ajuda-nos na forma como interagimos e mostra ao mundo exterior que nós sabemos como agir.
Para além do mundo comum e a sua etiqueta social, vamos olhar algumas coisas que são comuns entre as tradições pagãs, especialmente na Wicca.
Na nossa discussão de ética e ediqueta o ponto era tentar chamar á atenção era isto. Nós tornamo-nos uma sociedade que pensa que pode fazer o que quizermos, agir como quizermos e que não existem consequências. Lutamos com os Cristãos. Queixamo-nos sobre como eles lutam uns com os outros. Escarnecemos deles quando apontam para outro deles e dizem que essa pessoa está errada e que eles praticam mal a religião deles. E ainda assim, NÓS FAZEMOS EXACTAMENTE O MESMO.
Quando eu conheci uma sacerdotisa amiga, tratei-a com respeito enquanto pessoa, e duplamente enquanto sacerdotisa, uma vez que sei quão dificil o caminho pode ser, para ter dedicado a nossa vida e os nossos serviços aos Deuses e ás Antigas Formas. Se eu conheço alguém que tenha percorrido o caminho por 20 ou 30 anos, eu respeito essa pessoa devido ao conhecimento que ela obteve nesse tempo. Isto não é dizer que os meus 10 anos são menos, ou que eles são mais espirituais que eu. Isto é dizer que este caminho nunca é fácil, e tê-lo percurrido durante todo esse tempo merece respeito. Foi-me dito enquanto criança para respeitar os mais velhos, e eu ainda acredito que essa é uma lição válida. Os anciãos deste caminho podem ensinar-nos coisas de que nunca nos lembrariamos. Ao mesmo tempo, enquanto anciãos, devemos sempre lembrar-nos como é dar os primeiros passos aos tropeções no caminho, e como podemos ter desesperado por alguma indicação. é tão errado ser um ancião e agir como se soubessemos tudo, ou alguém de 20 anos ou qualquer outra idade não poder ser uma pessoa espiritual. Todos devemos lembrar-nos da nossa ética e etiqueta, e encorajar os outros todos os dias.
Temo-nos esquecido das nossas éticas pessoais, e atiramos a etiqueta pela janela. Esquecemo-nos da Emily Post e da Miss Maneiras, e fomos pelo nosso caminho feliz para lutar como gatos e cães, sem sequer oferecer respeito humano básico ás pessoas com pontos de vista divergentes, e isto incomóda-me. É uma praga que está a infectar a nossa comunidade. A guerra das bruxas continua. Lutamos para fazer da nossa a tradição correcta, mesmo que não percebamos que estamos a fazer isso. Esquecemos o ensinamento basico de que todos estamos ligados, e de que todos os caminhos são válidos, desde que preencham as nossas necessidades espirituais.
Relembremos as nossas éticas. Vamos viver as nossas vidas com honra, tratando toda a vida com respeito. Sigamos o nosso próprio caminho, sem interferir com o caminho dos outros. Trabalhemos duro, estudemos duro e recebamos a benção de uma vida bem vivida.
Olhemos primeiro para a ética.Etica é definida como - um conjunto de principios; filosofia moral; regras ou standards que governam a conduta de uma pessoa ou dos membros de uma profissão; dever humano; um sistema particular de principios e regras relativas a um dever, sejam verdadeiro ou falso; regras práticas referentes a uma class particular de acções humanas; motivações baseadas em ideias de certo e errado; o estudo filosófico de valores morais e regras.
Quando começamos a falar de ética, precisamos perceber que este pode ser um assunto melindroso. Afinal de contas somos humanos, and gostamos de pensar que as nossas éticas são as correctas. Enquanto há éticas comunitárias aceites de forma genérica, são as éticas pessoais que nos tornam aquilo que somos. E essas não são as mesmas para toda a gente.
Antes de começarmos a discutir em profundidade éticas comunitarias e pessoais olhemos para a Rede, o mais comum código de conduta entre os Wiccans.
Respeitar a lei Wiccan tu deves, em perfeito amor e perfeita confiança;
Sete palavras a Rede Wiccan completam:
'Não prejudicando ninguém, faz o que quizeres'
Ainda que seja em legitima defesa, lembra-se sempre da regra das três;
Segue isto com a mente e com o coração;
E bem vindo sejas e boa viagem tenhas.
Qualquer wiccan conhece a Rede. As nossas senhas para o sagrado circulo estão lá. A nossa maior regra de ética está lá. E a razão para quebrar esta ética, bem como as consequências por quebrá-la desnecessariamente. Quando retiramos a linha mais popular - Não prejudicando ninguém, faz o que quizeres - a começamos a dissecá-la, temos que nos perguntar "É esta uma ética que poderemos atingir?"
Eu acredito que a Rede é um padrão de vida, ocmo todas as éticas, e uma que é uma impossível de atingir. O objectivo é viver tão próximo da Rede quanto possível. Ao tentar fazer isto, começamos a analisar as nossas acções. E seguimos o caminho do MENOR dano. Assim, começamos a viver conscientes dos nossos actos, e como eles afectam o mundo que nos rodeia. E aqui é que entra a verdadeira lição da Rede. Ela forçanos a assumir a nossa responsabilidade pessoal. Uma vez que tenhamos percebido que a Rede é um objectivo por que trabalhar e não uma situação especifica, e tenhamos tirado as palas que nos permitem passear presumidos e felizes que a nossa religião é tão fixe que faz os dentes comer, podemos agarrar-nos ao trabalho de tornar a nossa vida uma vida ética. O que isto envolve é considerar cada decisão á luz da Rede antes de escolher o caminho a seguir. Isto faz-se olhando para todas as consequências possiveis de um acto, e se ele vai prejudicar alguém, escolhendo o caminho que causa menos danos e, (ESTE É O SEGREDO) aceitando a responsabilidade pelas consequências das nossa acções, sejam intencionais ou não. - Lark, HPS of Tangled Moon Coven
A Wicca, como a maioria dos paganismos, é uma religião e um caminho espiritual de responsabilidade pessoal. Escolhemos viver conscientemente. Quando fazemos isto, reconhecemos a nossa vontade livre, e a vontade livre dos outros. Se ignoramos a lição da nossa responsabilidade pessoal, falhamos na realização do nosso verdadeiro potencial espiritual e da nossa vontade espiritual.
Enquanto começamos o nosso caminho, devemos desenvolver um conjunto de éticas pessoais, enquanto mantemos o respeito pelas éticas da comunidade de que fazemos parte. As éticas comunitárias estão bem definidas.
- Não praticar magia negra ou seguir o caminho da mão esquerda.
- Não tentar prejudicar outro ou intreferir com o seu desejo livre.
- Agir sempre de uma forma que se reflicta bem sobre o caminho percorrido. Nunca fazer nada que prejudique a Arte.
Uma vez que a Wicca, e o paganismo, são caminhos muito abertos e que normalmente não procuram fazer ninguém seguir "O CAMINHO CORRECTO", a maioria das éticas comunitárias são referentes a prejudicar outros ou prejudicar a Arte.
Mas para começar um caminho espiritual, e segui-lo todos os dias da nossa vida, temos que criar o nosso próprio código de ética pessoal que defina a forma como vivemos. Ninguém nos pode dizer quais as nossas éticas pessoais devem ser. Os nossos professores, mentores, Sumo-sacerdotisas, Sumo-sacerdotes podem recomendar por palavras ou actos, éticas que funcionam para eles. Pode ser-nos dado um "Livro da Lei" por que se reja o nosso grupo ou tradição. Se formos solitários, podemos ler na Internet ou em livros, códigos de ética aceitáveis, ou ideais. Mas não podemos agarrar na ética de outra pessoa e torna-la a nossa. Temos que procurá-la na alma, e decidir como nos sentimos em relação ás coisas. Não estou a sugerir ignorar a Sumo-sacerdotisa ou o Sumo-sacerdote, ou professores e mentores. Estou a sugerir que devemos sempre temperar a sabedoria com experiência pessoal. Devemos chegar a um ponto em que desejamos perguntar o que nos é pedido, pra crescermos na nosso próprio ser. Através disto, o nosso próprio sentido de ética e moral chegará.
Agora cá vão as grandes. O que fazemos quando a nossa ética pessoal entra em conflito com a ética comunitária? Por exemplo - Tornou-se um fenómeno na comunidade pagã amar todas as coisas brancas e cheias de luz, e evitar as coisas escuras e cheias de sombras. Tornou-se inaceitável falar de emoções negativas como a fúria ou inveja. Tornou-se inaceitável odiar outra pessoa, desejar que um assassino seja condenado á morte, que um violador seja castrado por um bando de mulheres furiosas. alguns de nós ironicamente refere-se a isto como Wicca fofinha, sem ofensa a nada fofinho. Somos ensinados a amar incondicionalmente porque somos todos irmãos e irmãs, ligados uns aos outros e a todas as coisas vivas. Somos ensinados que se sentimos estas emoções talvez não sejamos assim tão espirituais, e especialmente não tanto como a Menina amor e luz cristalina. somos frequentemente olhados de cima a baixo se dizemos que "Estou tão chateada com o meu ex-marido que o podia esmagar". A resposta que eu própria já ouvi para expressões desse tipo é "Ai ai, ISSO não foi lá muito positivo". Bem, vejam lá se descobrem. NÃO FOI. Não estou a dizer que devemos ser indulgentes nessas emoções. Elas podem ser impeditivas de desenvolver uma identidade espiritual sonora porque são "negativas" no sentido que são emoções básicas que não vibram no plano espiritual. Mas também nos ensinam lições que nos podem levar a epifanias espirtuais.
A vida é um baçanço entre a luz e a escuridão. A natureza é simultâneamente marivilhosamente criativa e assutadoramente destrutiva. Dentro de um simples ser humano existe luz e sombra, e para estar totalmente balanceado temos que aprender a encara ambas, experimentar ambas e consequentemente aprender com ambas. Assim, voltemos á questão original. Que fazemos quando as éticas pessoas entram em conflito com as éticas comunitárias? Na minha opinião, enquanto o que estamos a fazer não entra em conflito directo com o bem da comunidade em geral, ou não manipula or prejudica propositadamente outra pessoa, as éticas pessoais devem vir primeiro. Não devemos fazer nada malicioso a outra pessoa. Quando fazemos isso, não apenas nos prejudicamos a nós próprios, mas também prejudicamos a outra pessoa. Quando fazemos isso não estamos apenas a prejudicar-nos a nós próprios, mas também á outra pessoa, E ao todo da comunidade. É muito importante que a nossa comunidade não seja manchada, e as razões são obvias. Mas para além disso, as éticas pessoais devem pervalecer.
As éticas mudam com o tempo? Pensas que as éticas dos nossos ascendentes de á 100, 200 ou mesmo 1000 anos atrás eram as mesmas que as nossas hoje? Eu acredito que éticas são um sistema dinâmico, sempre em mudança. Algumas ficam desactualizadas, e algumas devem permanecer sempre. Por exemplo, foi apenas no recente ressurgimento do Paganismo nos últimos cerca 50-60 anos que a crença "Não prejudicando ninguém, faz o que quizeres" apareceu. No passado uma bruxa que não podia amaldiçoar não podia curar. As sociedade nem sempre acreditaram que não devias prejudicar ninguém, ou que intreferir com a vida de alguém era mau. A idosa e sábia senhora da vila era procurada por qualquer razão de fertilidade ao amor á vingança. Foi apenas no nosso tempo, com o ressurgimento das crenças e com a discriminação que encaramos. que adoptamos algumas das éticas mais comuns que agora temos. NÃO estou a dizer que isto está errado, ou que devemos voltar atrás aos "Antigos Caminhos". Na sociedade em que hoje vivemos, com a informação que temos disponível para fins espirituais, não existe mais a necessidade de procurar a mulher idosa da vila para lhe pedir acesso a vingança sobre os nossos inimigos. Mas este é um exemplo perfeito de como a ética muda com o tempo. Houve tempo em que era ético homens idosos terem por parceiras jovens raparigas. Na nossa cultura já não o é. Assim, a ética muda, e nós também devemos mudar. A mudança é a única constante no Universo, e sem ela, iriamos estagnar e a nossa vida ficaria cheia de podridão e decadência. A mudança sopra nova vida para ajuda a recriar as nossas vidas, as nossas crenças e até as nossas éticas.
Outro código de conduta comum na comunidade pagã é "Faz o que quizeres deve ser o todo da Lei. Amor é Lei, amor sob vontade." Isto tem a sua origem em Aleister Crowley, so seu livro intitulado "O livro da Lei". Sabendo algumas coisas que sabemos acerca de Crowley, é quase humoristico pensar nele numa discussão de ética, excepto talvez para apontar o que nao fazer. Mas, esta é uma forma muito poderosa de desenvolver um conjunto de éticas pessoais.
No meu entender "Faz o que quizeres deve ser o todo da Lei. Amor é Lei, amor sob vontade" não significa que devemos fazer o que quizermos e mais nada. Isto fala da nossa VERDADEIRA vontade, o nosso VERDADEIRO propósito na vida. E se estivermos a seguir o verdadeiro ou mais alto desejo não entraremos em conflito com a vontade de outros, então não teremos que nos preocupar em pisar os calos dos outros. Assim, não temos uqe nos preocupar com prejuizos causados a outros, porque estamos em contacto com o divino e seguindo o nosso próprio caminho espiritual e vontade, que não prejudica ou entra em conflito com ninguém. Claro que ainda teremos conflitos com as pessoas. Uma forma de ver isto é como uma lição espiritual para nós ou para a outra pessoa. Mas se estamos a tentar controlar ou prejudicar o outro, esta não é a nossa verdadeira vontade. Isto é baseado na crença de que cada pessoa é um individuo, e enquanto tal deve ser verdadeiro para a própria natureza ou consciência. Devemos encontrar a nossa própria vontade verdadeira e fazer todas as nossas acções servas do grande propósito. Também isto nos leva a uma forma de viver consciente.
Se éticas são códigos de conduta pessoais e comunitários, então etiqueta é um código de conduta social. Etiqueta é definida como - as práticas e formas prescitas pela sociedade polida; código de conduta correcta; também decoro que denota conformidade com padrões de comportamento ou maneiras estabelecidos; as formas requeridas pela boa educação, ou prescritas pela autoridade, para serem observadas na vida social ou oficial; observancia das propriedades de nível ou ocasião; decoro convencional; codigo cerimonial da sociedade polida; regras governando o comportamento aceitável.
Tal como Emily Post e a sociedade polida, nós na comunidade pagã temos comportamentos que são esperados de nós em como interagimos com essa sociedade. Na minha opinião, a etiqueta é algo certamente em falta a alguns pagãos. Não são ditas algumas coisas em como interagimos uns com os outros. Isto pode ser porque não tivemos um professor, ou porque o nosso professor também não as sabia. Ou pode ser porque nós ou aqueles que nos disseram não se importavam muito, não era importante para eles. Mas eu acho que etiqueta é MUITO importante. Ela mantém-nos civilizados, ajuda-nos na forma como interagimos e mostra ao mundo exterior que nós sabemos como agir.
Para além do mundo comum e a sua etiqueta social, vamos olhar algumas coisas que são comuns entre as tradições pagãs, especialmente na Wicca.
- Não devemos tocar nunca nas ferramentas e items mágicos doutra pessoa sem o consentimento expresso dela. Se virmos alguma coisa de que gostemos e em que gostariamos de tocar, PERGUNTEMOS. Não estendemos apenas a mão para ela e agarramos. Uma pessoa deixa uma impressão da sua energia on tudo o que toca, e os outros podem não gostar da energia de estranhos nos seus utensilios mágicos. Isto inclui desde athames até pedras e joias. E não ficamos ofendidos se perguntarmos e nos responderem não.
- A forma como vivemos reflecte-se em toda a nossa comunidade. Devemos respeitar sempre os outros, independentemente das suas crenças. Dentro da nossa própria religião há um certo respeito especial pelos outros, enquanto Crianças da Deusa. Isto vem do entendimento básico das dificuldades do caminho, e do processo pelo qual todos passamos, por forma a evoluirmos. Isto pode passar por alguma sociedade secreta ou o seu processo de iniciação ou pelo caminho da própria descoberta. Este caminho não é para todosm e se o tomarmos a sério iremos mudar a nossa vida de formas que não imaginamos possiveis. Qualquer caminho que cause crescimento pode trazer dificuldades. E ligamo-nos uns aos outros que estão a passar pelo mesmo que nós para podermos apoiarnos neles e aprender com eles.
- Esforçamo-nos para manter a nossa vida espiritual num alto padrão de vida, que o comum dos mortais não tenta. Consequentemente suportamo-nos mutuamente, estendendo uma mão quando as dificuldades da vida aparecem.
- Quando alguém dá de si próprio para ensinar e guiar, reconhecemos a dádiva dessa pessoa, e respeitamo-a. Nem todos somos chamados a ensinar, e aqueles que são prestam um serviço valioso que não deve ser considerado garantido.
- Quando somos chamados a ensinar ou guiar, estamos a dar um contributo muito sério na nossa comunidade. Não devemos abusar dele de forma nenhuma. Isso também não significa que o podemos usar para obter poder sobre, ou olhar de cima para ninguém. Estamos todos onde devemos estar no nosso caminho, e não significa nada ter 10 ou 20 anos de trabalho e outra pessoa ter apenas 1. Somos todos iguais aos olhos dos Deuses. E se somos professores, isso ainda implica um estado de conduta superior. Não devemos nunca envolvernos em nada que prejudique os alunos ou a Arte. Não devemos nunca fazer nada que nos traga má imagem. Por exemplo, não devemos nunca ficar romanticamente envolvidos com um aluno nosso. Não devemos nunca perdoar o uso de drogas ilegais, ou de alcool se a pessoa for menor de idade. Não devemos usar a nossa posição para controlar os alunos, ou torna-los dependentes de nós. O objectivo é ajudar a pessoa no caminho. Fornecemos a semente como professores. Não podemos agarra-los pela mão e aprender por eles, ou ser mole com eles quando deveriamos ser honestos.
- Á mesma luz, aqueles que são considerados anciãos na nossa fé são largamente respeitados. Esta sabedoria ganha em 10, 20 ou 30 anos de percusso por este caminho é um valor para a nossa comunidade, e devemos respeitá-los pelo que aprenderam e pelo que nos ensinam.
- Devido ao aparecimento da Internet, existe um fenómeno crescente entre os novos descobridores que é perturbante. Ele envolve não entender o trabalho duro que envolve aprender as Antigas Formas, ou a dedicação e o sacríficio daqueles que as seguem, e especialmente daqueles que as ensinam e oferecem indicações para o caminho. Desta falta de entendimento eles pensam que podem chegar a qualquer página na rede, aprender o que poderem, e que o trabalho deles está feito. Por exemplo, tem-me sido pedido para enviar a alguém uma cópia do meu BOS. Isto mostra-me que a pessoa que pede isto não tem ideia do que é um BOS, o que significa e o processo que implica adquirir um. Isto é muito rude, antes de mais nada. Esta pessoa espera que lhe dêm a religião dela esmagadinha e na boca, pronta a engolir. Ela quer saltar o trabalho árduo, a dedicação, as armadilhas e desafios, e chagr directa á recompensa. Isto simplesmente não é o que acontece. Esta pessoa quer os segredos e mistérios estendidos numa travessa prateada, sem ter que deixar o conforto da cadeira do computador e trabalhar por eles. Isso não é possivel. E eu estou aqui para dizer BASTA. Tenham consciência do que estão a pedir. Não podem ir á internet, ler uma página ou duas, e então pedir a alguém o BOS, ou mesmo pedir-lhe que te ensinem. Deve existir um esforço da vossa parte. Não são um adepto depois de ter lido uma página, ou mesmo um livro, ou dez livros. Os mistérios não podem ser oferecidos numa travessa de prata e ficamos o senhor do universo. Isto é a chamada Wicca de perguiçoso, e através da Wicca de perguiçoso nunca se chega a experimentar os mistérios, porque eles chegam através da dedicação, trabalho esforçado e uma dedicação pessoal aos Deuses.
- Aqueles que estão fora do roupeiro não devem NUNCA revelar os segredos dos seus irmãos e irmãs. Nunca devemos revelar qualquer informação pessoal. Nunca devemos dizer os segredos de um coven, quem é o seu lider, quem são os membros ou qualquer outra informação. Devemos honrar os nossos votos e proteger aqueles que por qualquer razão escolheram permanecer escondidos dos olhos do mundo.
- Para aqueles que estão fora do roupeiro, a nossa vida e as nossas acções devem brilhar aos olhos do mundo. Enquanto pagões assumidos, podemos ser os únicos que os olhos dos não pagões vêm. Eles irão ver qualquer pagão em nós. Assim, em todas as coisas devemos ser verdadeiros. Devemos viver com dignidade e honra.
Na nossa discussão de ética e ediqueta o ponto era tentar chamar á atenção era isto. Nós tornamo-nos uma sociedade que pensa que pode fazer o que quizermos, agir como quizermos e que não existem consequências. Lutamos com os Cristãos. Queixamo-nos sobre como eles lutam uns com os outros. Escarnecemos deles quando apontam para outro deles e dizem que essa pessoa está errada e que eles praticam mal a religião deles. E ainda assim, NÓS FAZEMOS EXACTAMENTE O MESMO.
Quando eu conheci uma sacerdotisa amiga, tratei-a com respeito enquanto pessoa, e duplamente enquanto sacerdotisa, uma vez que sei quão dificil o caminho pode ser, para ter dedicado a nossa vida e os nossos serviços aos Deuses e ás Antigas Formas. Se eu conheço alguém que tenha percorrido o caminho por 20 ou 30 anos, eu respeito essa pessoa devido ao conhecimento que ela obteve nesse tempo. Isto não é dizer que os meus 10 anos são menos, ou que eles são mais espirituais que eu. Isto é dizer que este caminho nunca é fácil, e tê-lo percurrido durante todo esse tempo merece respeito. Foi-me dito enquanto criança para respeitar os mais velhos, e eu ainda acredito que essa é uma lição válida. Os anciãos deste caminho podem ensinar-nos coisas de que nunca nos lembrariamos. Ao mesmo tempo, enquanto anciãos, devemos sempre lembrar-nos como é dar os primeiros passos aos tropeções no caminho, e como podemos ter desesperado por alguma indicação. é tão errado ser um ancião e agir como se soubessemos tudo, ou alguém de 20 anos ou qualquer outra idade não poder ser uma pessoa espiritual. Todos devemos lembrar-nos da nossa ética e etiqueta, e encorajar os outros todos os dias.
Temo-nos esquecido das nossas éticas pessoais, e atiramos a etiqueta pela janela. Esquecemo-nos da Emily Post e da Miss Maneiras, e fomos pelo nosso caminho feliz para lutar como gatos e cães, sem sequer oferecer respeito humano básico ás pessoas com pontos de vista divergentes, e isto incomóda-me. É uma praga que está a infectar a nossa comunidade. A guerra das bruxas continua. Lutamos para fazer da nossa a tradição correcta, mesmo que não percebamos que estamos a fazer isso. Esquecemos o ensinamento basico de que todos estamos ligados, e de que todos os caminhos são válidos, desde que preencham as nossas necessidades espirituais.
Relembremos as nossas éticas. Vamos viver as nossas vidas com honra, tratando toda a vida com respeito. Sigamos o nosso próprio caminho, sem interferir com o caminho dos outros. Trabalhemos duro, estudemos duro e recebamos a benção de uma vida bem vivida.


