Destino ou Livre árbitro ?
Eu acredito naquele que penso ser a visão taoista do caminho (o Tao). O Tao, tanto quanto percebi, é o nosso caminho ideial, o percurso através do qual mais facilmente passaremos pela vida.
Este, acredito, é o caminho que passa por aprimorar-mos as nossas aptidões naturais, por procurar-mos uma profissão que nos dê prazer (que normalmente é aquela que melhor tira partido das nossas aptidões, que passa por recusar aquelas oportunidades que nos desagradam completamente (não aquelas que não atingem as nossas expectativas, mas aquelas com que nos sentimos realmente incomodados, que realmente não conseguimos querer, mesmo que a razão nos diga que têm tudo para resultarem), é aquele que passa por trabalhar até mais tarde porque não damos por o tempo passar.
Nada, no entanto, nos obriga a permanecer neste caminho. Pelo contrário. Muito poucas pessoas lá permanecerão sempre, algumas pessoas (entre as mais sortudas) percorrem caminho parelelos, que as satisfazem bastante, ainda que não completamente, outras percorrem caminhos um pouco mais sinuosos, que se cruzam com esse caminho ideial ocasionalmente, mas muitas, por certo, afastam-se constantemente desse caminho, e quando mais complicada a vida se torma, mais insistem em fazer as coisas á sua maneira.
Imaginemos o Tao como um vale, que desce até ao mar, e de cada lado uma montanha. Imaginemos-nos todos cegos, incapazes de perceber os declives desse vale e dessas montanhas. Por vezes apanhamos um caminho, numa das encostas, paralelo ao vale, e por aí nos dirigimos ao mar. Outras vezes vamos tentando encontrar o caminho, subindo um pouco, e quando percebemos que se torna mais complicado o percurso, descemos em direcção ao vale, voltando a subir pela encosta oposta, e de novo para trás. Outros, em contrapartida, começam a subir por uma das encontas, e por aí seguem, em frente, independentemente de tudo (ainda que nem todos) lhes dizer para descerem, que para baixo é que é o caminho.
Assim, penso, o destino existe, é o fim do caminho, é o mar do nosso vale/rio. Mas ao contrário da água do rio, nós podemos escolher seguir pelo vale, ou escalar as montanhas.
Não quero com isto dizer que o nosso vale não passe por escalar montanhas, nem que percorrer o caminho que nos foi destinado seja fácil. Apenas que será mais fácil e mais interessante para nós que qualquer outro caminho que escolhamos percorrer. Não porque seja mais fácil. Mas porque teremos muito mais prazer em trabalhar, porque teremos muito mais gosto em fazer mais e em fazer melhor. Porque quereremos fazer mais e melhor, aprender mais, saber mais, chegar mais longe.
Espero ter explicado de forma clara o meu ponto de vista.
Este, acredito, é o caminho que passa por aprimorar-mos as nossas aptidões naturais, por procurar-mos uma profissão que nos dê prazer (que normalmente é aquela que melhor tira partido das nossas aptidões, que passa por recusar aquelas oportunidades que nos desagradam completamente (não aquelas que não atingem as nossas expectativas, mas aquelas com que nos sentimos realmente incomodados, que realmente não conseguimos querer, mesmo que a razão nos diga que têm tudo para resultarem), é aquele que passa por trabalhar até mais tarde porque não damos por o tempo passar.
Nada, no entanto, nos obriga a permanecer neste caminho. Pelo contrário. Muito poucas pessoas lá permanecerão sempre, algumas pessoas (entre as mais sortudas) percorrem caminho parelelos, que as satisfazem bastante, ainda que não completamente, outras percorrem caminhos um pouco mais sinuosos, que se cruzam com esse caminho ideial ocasionalmente, mas muitas, por certo, afastam-se constantemente desse caminho, e quando mais complicada a vida se torma, mais insistem em fazer as coisas á sua maneira.
Imaginemos o Tao como um vale, que desce até ao mar, e de cada lado uma montanha. Imaginemos-nos todos cegos, incapazes de perceber os declives desse vale e dessas montanhas. Por vezes apanhamos um caminho, numa das encostas, paralelo ao vale, e por aí nos dirigimos ao mar. Outras vezes vamos tentando encontrar o caminho, subindo um pouco, e quando percebemos que se torna mais complicado o percurso, descemos em direcção ao vale, voltando a subir pela encosta oposta, e de novo para trás. Outros, em contrapartida, começam a subir por uma das encontas, e por aí seguem, em frente, independentemente de tudo (ainda que nem todos) lhes dizer para descerem, que para baixo é que é o caminho.
Assim, penso, o destino existe, é o fim do caminho, é o mar do nosso vale/rio. Mas ao contrário da água do rio, nós podemos escolher seguir pelo vale, ou escalar as montanhas.
Não quero com isto dizer que o nosso vale não passe por escalar montanhas, nem que percorrer o caminho que nos foi destinado seja fácil. Apenas que será mais fácil e mais interessante para nós que qualquer outro caminho que escolhamos percorrer. Não porque seja mais fácil. Mas porque teremos muito mais prazer em trabalhar, porque teremos muito mais gosto em fazer mais e em fazer melhor. Porque quereremos fazer mais e melhor, aprender mais, saber mais, chegar mais longe.
Espero ter explicado de forma clara o meu ponto de vista.


